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Quinta-feira Santa e abertura do Tríduo Pascal

Vejam! Quem? O noivo.
Vejam-no! Como? Como um cordeiro.

DSC 9625Hoje, primeiro dia do mês de abril, nossa comunidade paroquial celebrou, em sintonia com os católicos do mundo inteiro, a Quinta-feira Santa. Logo pela manhã, na Catedral de Guaxupé, Dom José Lanza Neto, nosso bispo diocesano, presidiu a Missa da Unidade consagrando os Santos Óleos (Crisma, Catecúmenos e Enfermos) que serão utilizados, ao longo do ano, por todas as paróquias da diocese. Devido à pandemia, a missa foi celebrada sem a presença da assembleia e com um número restrito de padres que, representando todo o clero diocesano, renovou as promessas sacerdotais. A missa foi transmitida pelos meios de comunicação.

Ao cair da tarde, a comunidade paroquial São José de Muzambinho celebrou a Missa da Ceia do Senhor, presidida pelo padre Alexandre. A celebração, que inicia o Tríduo Pascal, faz memória da instituição da Eucaristia, da instituição do sacerdócio ministerial e do serviço como traço da identidade de Jesus e dos cristãos. Para seguir os protocolos sanitários, não foi possível fazer o ritual do Lava-pés, mas, mesmo assim, a liturgia nos recordou a importância do serviço ensinado por Jesus ao lavar os pés dos apóstolos. O gesto de Jesus na Santa Ceia testemunha o seu amor incondicional pela humanidade. Nós cristãos somos chamados a imitar as atitudes do Mestre: servir, amar e perdoar o próximo.

Jesus inicia a sua Paixão. Ele vai partir, mas não nos deixa sozinhos: a sua presença no pão e no vinho estará conosco até a consumação dos séculos. Eucaristia significa ação de graças, pois somos agradecidos ao Senhor pelos dons que recebemos. O maior Dom que a humanidade recebeu é o próprio Cristo, é ele que nós oferecemos em todas as missas. O Alimento Celeste nutre o nosso espírito e nos fortalece para a construção do Reino de Deus: ao sabor do Pão e do Vinho nossos sentidos são aguçados para melhor percebermos a graça de Deus em nossas vidas.

A liturgia da Quinta-feira Santa nos faz cantar como cantou Johann Sebastian Bach, compositor alemão do período barroco: Vejam! Quem? O noivo./ Vejam-no! Como? Como um cordeiro. Jesus Cristo é o noivo que celebra a Ceia e é, ao mesmo tempo, o cordeiro que se entrega para ser o alimento de salvação para a humanidade. Que nesses dias fortes e intensos, os nossos corações possam se abrir ao mistério pascal. Que a mística do Calvário, do Cristo que se entrega até a morte e – tenhamos esperança! Ressuscita no terceiro dia –, transforme as nossas vidas.

Por Seminarista Gustavo Rocha Sandy