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Sexta-feira da Paixão do Senhor, Jesus se entrega na Cruz por nós

sextaA sexta feira da Paixão do Senhor faz parte do Tríduo Pascal. Na Quinta-feira Santa, celebra-se a memória da Última Ceia, da Instituição do Sacerdócio e o mandamento do serviço. Na sexta, segundo dia do Tríduo, a Igreja recorda a morte de Jesus, a sua paixão e entrega total na Cruz. No sábado, com a Vigília Pascal, toda Igreja proclama a ressurreição de Jesus Cristo.

A grande celebração litúrgica deste dia está na celebração da Paixão do Senhor, às 15h00, com a qual a Igreja faz memória da morte de Jesus. Com ela recorda-se do drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário, depois de uma dura e longa subida, carregando a sua Cruz.

A cruz, erguida sobre o monte calvário, segue de pé como sinal de salvação e esperança. O aparente sinal de fracasso e de maldição é a expressão do amor de Deus extremado, que não recusa até mesmo a própria vida, em favor da humanidade. Neste ato, é possível encontrar a força do crucificado: o amor.

Na Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, vê-se o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. A comunidade de discípulos se desfez neste momento de dor. Talvez, eles não compreendiam o que estava acontecendo. O medo, a desesperança, também tomou conta dos seus corações. Mas, Maria como modelo de fé e o discípulo amado, símbolo de todo cristão que permanece até o fim ao lado de Jesus, são os exemplos a serem seguidos. Até mesmo o soldado que transpassa o lado de Jesus, cumprindo sua tarefa como soldado, simboliza aqueles que negam a Jesus, mas que conseguem perceber, por meio de seu amor, infinito que realmente Ele era filho de Deus. Há ainda um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia que é a veneração da Santa Cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade.

Como no ano passado, devido a pandemia, não pudemos participa desta celebração fisicamente. Contudo, através dos meios de comunicação fizemos parte desta celebração em nossa casa, venerar a cruz, a morte de Jesus e o aparente fracasso de sua missão, mas, na verdade, é a semente da vida eterna que brotará com a sua ressureição, no domingo.

Com o silêncio próprio deste dia, que todos possam esperar e esperançar pela vida nova que surge da morte de Jesus. Esperar porque é uma graça que independe de nós, mas é apenas fruto do amor gratuito de Deus. E esperançar porque mesmo sendo uma ação de Deus gratuita exige de todos uma resposta de fé: “sim, eu creio na Ressureição e na vida eterna!”

Por Seminarista Luiz Fernando Gomes